Durante a prestação de contas do primeiro quadrimestre na Câmara Municipal, o prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), traçou um panorama preocupante da folha de pagamento do funcionalismo público. Nos últimos 12 meses, a despesa somou R$ 4,1 bilhões, alcançando 48,26% da Receita Corrente Líquida.A proporção se aproxima perigosamente do limite de alerta estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Ainda segundo o chefe do Executivo, se a tendência atual for mantida, a folha comprometerá 54% da receita em seis anos, o que corresponde ao limite máximo fixado pela LRF.Diante desse quadro, a Prefeitura tem duas alternativas: frear o crescimento das despesas com pessoal ou ampliar a receita. O ideal é que busque ambas, evitando o inchaço da máquina ao mesmo tempo em que qualifica a arrecadação, sem novos impostos.Isso passa pelo aumento na eficiência do serviço público por meio da capacitação, do aperfeiçoamento dos processos administrativos e da atualização tecnológica. Já o incremento da arrecadação pode ocorrer pelo combate à sonegação e pelo estímulo ao desenvolvimento econômico. Não se trata, claro, de um caminho simples, mas é preciso percorrê-lo.