O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) enviará à Justiça Eleitoral, nos próximos dias, uma lista com os nomes de gestores da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) que tiveram as contas rejeitadas pelo órgão. A relação inclui sete ex-presidentes, um ex-diretor financeiro e um ex-chefe da Divisão de Almoxarifado da companhia.Os julgamentos ocorreram nos últimos oito anos, mas alcançam agentes que comandaram a empresa desde 2001. Nesse período, a Comurg teve 14 presidentes — ou seja, metade deles não teve as contas consideradas regulares pelo tribunal, um dado absurdo.Também chama a atenção o fato de esses gestores terem atuado durante as administrações de quatro prefeitos de Goiânia: Pedro Wilson (PT), Paulo Garcia (PT), Iris Rezende (MDB) e Rogério Cruz (Republicanos, à época).O procedimento adotado pelo TCM está relacionado à Lei da Ficha Limpa, que considera inelegíveis agentes públicos nessa situação. Mas a lista também ajuda a explicar as sucessivas crises nos serviços de coleta de lixo e zeladoria da capital.Afinal, ela confirma que gestões malsucedidas se repetiram na Comurg de forma apartidária e independentemente de orientação ideológica.