O ano eleitoral já contamina a pauta na Câmara Municipal de Goiânia. Pelo menos 24 vereadores devem disputar cargos na Assembleia Legislativa de Goiás e na Câmara dos Deputados. Um dos sinais dessa influência é a resistência da Casa em discutir a reforma do GoianiaPrev, instituto responsável pela previdência dos servidores municipais. O presidente da Câmara, Romário Policarpo (Cidadania), informou ao prefeito Sandro Mabel (UB) que não pretende colocar o projeto em pauta ainda em 2026. Mabel, por sua vez, reafirmou que encaminhará a proposta ao Legislativo no segundo semestre — portanto, antes das eleições. O receio dos vereadores tem explicação: trata-se de um tema sensível, com potencial de desgastar a relação com o eleitorado. Ao mesmo tempo, contudo, a situação do instituto é insustentável, diante das dívidas acumuladas e dos déficits mensais. Além disso, espera-se que a discussão seja ampla e aberta à sociedade, especialmente à participação dos beneficiários. Adiar o debate pode poupar os parlamentares no curto prazo, mas não atende aos interesses dos 10,6 mil aposentados e 2,1 mil pensionistas, que dependem da sustentabilidade do sistema no longo prazo.