O presidente Lula (PT) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) protagonizaram um bate-boca sobre terras raras nesta quarta-feira (8). Por meio da imprensa, os dois arrastaram a discussão para a seara política, deixando de lado os aspectos técnicos — que são, afinal, os que realmente interessam.O pano de fundo são os acordos firmados por Goiás, ainda sob Caiado, com os Estados Unidos, principalmente, e o Japão, para pesquisas relacionadas a esses minerais. O petista acusa o goiano de querer “vender o Brasil”. Em réplica, o pré-candidato à Presidência afirmou que o presidente “anda de marcha à ré” no tema.A discussão mira, é claro, as eleições de outubro, mas o debate sobre terras raras deveria estar entre as prioridades do País. A China domina a produção global, e estima-se que o Brasil detenha cerca de 20% das reservas mundiais.É nesse ponto que Goiás ganha destaque. O estado abriga a única mina em atividade no Brasil, em Minaçu, e pode exercer papel protagonista no desenvolvimento de tecnologia para a exploração e a manufatura desse recurso estratégico para a economia mundial.Para isso, governo estadual e União precisam levar o debate para um campo estritamente técnico.