Em plena temporada de gripe em Goiás, a Secretaria de Estado da Saúde alerta: a adesão à vacinação contra a influenza, popularmente conhecida como gripe, está muito aquém da meta do Ministério da Saúde. Até agora, apenas 42% do público incluído nos grupos prioritários foi imunizado, quando o ideal é uma cobertura de pelo menos 90%.Estão incluídos nessa classificação crianças de 6 meses a 5 anos, idosos, gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz há até 45 dias), além de povos indígenas e quilombolas. Todos esses grupos estão longe da meta, e a situação mais preocupante é a das crianças, cuja cobertura vacinal alcança 37,9%.A baixa procura pela vacina preocupa porque a influenza é responsável por uma grande parcela dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) em Goiás. Neste ano, a doença levou a 44 das 329 mortes pela síndrome. Para efeito de comparação, a Covid-19 responde por 11 óbitos por SRAG no estado.É fundamental que as autoridades sanitárias reforcem as estratégias de vacinação e que as famílias levem suas crianças aos postos de saúde. Afinal, a gripe não pode ser negligenciada: trata-se de uma doença capaz de causar complicações graves e, em alguns casos, levar à morte.