A série ‘Qual Goiânia Queremos’, na qual o jornal apresenta desafios a serem enfrentados pela futura gestão da capital, publicou no fim de semana reportagem cujo tema é sensível e atual: o lixo. De cara, o texto mostrou que cada morador produziu média de 900 gramas por dia de resíduos sólidos, número acima da estimativa do Plano de Coleta Seletiva da cidade, que previa 820 gramas. Em contraste a essa situação, houve baixo aumento na coleta seletiva, o que leva à constatação de que a cidade continua desperdiçando parte valiosa do lixo que produz. A população recicla pouco, mas em contrapartida convive com grave problema na coleta urbana há pelo menos dez anos, com lixo se acumulando em calçadas e vias públicas. Esse incremento na produção de resíduos ocorre num momento de troca de prestador no serviço de coleta, com a saída da Comurg e entrada do Consórcio Limpa Gyn, num longo processo que se arrastou enquanto a cidade ficava mais suja. Esse é o momento para a busca de solução do problema.