A construção civil é um dos setores mais aquecidos de Goiânia. No ano passado, o segmento movimentou R$ 8,1 bilhões, segundo a Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). O valor é 50% superior ao registrado quatro anos antes, resultado tanto do aumento no número de lançamentos quanto da valorização do metro quadrado.A cadeia produtiva por trás de cada obra é gigantesca. Ela envolve empresas de materiais de construção, paisagismo, energia, além de dezenas de trabalhadores. Esse frenesi, contudo, tem seus efeitos colaterais — e o principal deles é o impacto direto sobre a vizinhança.Para tentar reduzir os transtornos, a Prefeitura de Goiânia editou um decreto que regulamenta o uso do espaço urbano durante as edificações. Em nove meses de vigência do documento, a Secretaria Municipal de Eficiência (Sefic) notificou 720 construtoras por descumprimento das regras.Na semana passada, o Paço Municipal publicou uma nova instrução normativa que detalha os procedimentos para carga e descarga em canteiros de obras. Diante de tantos flagrantes de desrespeito, será necessário reforçar a fiscalização para coibir aqueles que insistem em atuar à margem da legislação.