A inflação, que parecia ter arrefecido nos primeiros meses do ano, voltou a assustar o goianiense. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Goiânia foi o maior do país em abril, com variação de 1,12% no mês.A alta foi puxada pelos itens mais sensíveis à população, como combustíveis e alimentos. Neste segundo grupo, produtos que costumam fazer parte da cesta do goianiense registraram as maiores elevações, como tomate, cenoura, leite longa vida e ovos de galinha.Por trás dessa guinada nos preços estão os conflitos em curso no Oriente Médio e na Europa, que têm provocado aumento expressivo nos custos de combustíveis e insumos agrícolas. Diesel e gasolina dispararam no mercado interno, e até o etanol seguiu a mesma tendência.Daí surge o efeito cascata: combustível mais caro significa frete mais caro. Como a maior parte da produção brasileira circula por rodovias, em caminhões, o consumidor se depara com a carestia diretamente nas gôndolas dos supermercados.O governo Lula anunciou subsídios aos combustíveis para tentar frear a alta, mas trata-se de uma política insustentável. Caso não haja evolução nos conflitos, o cenário para os próximos meses tende a permanecer desafiador.