O Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais (Imas) enfrenta uma grave crise, o que não é novidade. Com déficit mensal estimado em R$ 6 milhões e dívidas acumuladas superiores a R$ 220 milhões, a autarquia corre sério risco de colapso.A reforma do instituto, portanto, é necessária. Desde o ano passado, a Prefeitura afirma que planeja promover essa reestruturação, mas ainda não concluiu um projeto nem o apresentou à sociedade.Nesse cenário, em nada contribui a postura adotada pelo prefeito Sandro Mabel (UB) durante audiência no Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). Diante dos conselheiros, o chefe do Executivo ameaçou fechar o Imas caso a corte não autorize a contratação de uma empresa para prestar apoio operacional à gestão do instituto.As declarações ampliam a insegurança dos 81 mil usuários — 33 mil segurados servidores, 42 mil dependentes e 6 mil associados adjuntos —, que já enfrentam dificuldades para agendar exames e consultas, principalmente com especialistas. Em vez de gerar apreensão, o prefeito deveria se concentrar em apresentar soluções e tranquilizar os beneficiários do serviço.