Imagens de drones revelaram uma situação alarmante no Ribeirão Anicuns. Elas foram feitas para municiar levantamento realizado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), conforme reportagem publicada no fim de semana. O mapeamento identificou 139 construções às margens do manancial, em área de proteção permanente. São imóveis de uso residencial, comercial ou industrial que afetaram drasticamente o ambiente, alterando a faixa de solo e vegetação. As consequências também foram relacionadas: 92 pontos de assoreamento , 12 locais de erosão nas margens e 28 de descarte irregular de lixo. A situação torna-se ainda mais grave ao se considerar que o córrego recebe 70% da drenagem de Goiânia. Com todas as agressões sofridas, resultando em relevante vulnerabilidade ambiental, crescem os riscos de inundações, que são cada vez mais ameaçadores em razão das mudanças climáticas. O cenário se repete em outros mananciais da capital, causando os frequentes alagamentos observados nos períodos de chuva forte.