Os laudos sobre o viaduto no cruzamento das avenidas Castelo Branco e Leste-Oeste, cuja obra está paralisada desde 2023, revelam erosão nas rampas, infiltração de água da chuva e o uso de placas de concreto com vida útil reduzida. Os pareceres técnicos reforçam a necessidade de substituição dessas placas e recomendam uma avaliação das condições do aterro. Dependendo do resultado, será necessário refazê-lo parcial ou totalmente. Tais intervenções encarecerão a obra, inicialmente orçada em R$ 14 milhões. Embora as análises encomendadas pela Prefeitura indiquem falhas na execução da obra por parte da empreiteira BK Infraestrutura, o poder público não pode se eximir de sua parcela de responsabilidade. Afinal, a estrutura permaneceu exposta às intempéries durante dois anos, desde a interrupção dos trabalhos, o que contribuiu para o atual quadro de degradação. Como o próprio Paço Municipal prevê, é inevitável que a questão acabe nos tribunais, reduzindo a perspectiva de uma solução rápida. Até que se encontre uma saída, o goianiense terá de conviver diariamente com um enorme monumento de concreto ao desperdício de dinheiro público, exposto em um dos pontos mais movimentados da cidade.