Faixas de rolamento, conversão à direita livre, abertura ou redução de praças: é amplo o leque de intervenções no trânsito desde janeiro de 2025, ano inaugural da atual gestão da Prefeitura de Goiânia.Analisadas em conjunto, essas medidas revelam o objetivo de aumentar a velocidade dos veículos. Meta que, como relatam motoristas nesta edição, vem sendo alcançada. No entanto, também fica evidente que dois atores importantes da dinâmica urbana diária têm sido deixados em segundo plano: os ciclistas e os pedestres.Um exemplo de como intervenções voltadas a aumentar a fluidez do tráfego podem impactar negativamente quem se desloca a pé ou de bicicleta está nas imediações do binário formado pelas avenidas T-5 e T-10, nos setores Marista e Bueno. Moradores e comerciantes se queixam de que a travessia se tornou mais perigosa. É o que acontece quando as ações priorizam os veículos motorizados em detrimento daqueles que optam por caminhar ou pedalar.A Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) promete investir na conscientização dos motoristas e na implantação de novas ciclovias. É preciso acelerar essas iniciativas, pois mobilidade urbana não se resume a carros, motos e ônibus.