O aumento no número de mulheres que disputarão as eleições legislativas em Goiás comprova a relevância da legislação que estabeleceu a cota mínima de 30% por gênero nas chapas para cargos proporcionais. A medida foi introduzida em 2009 e, desde então, a participação feminina vem crescendo, ainda que permaneça distante de refletir a composição demográfica da população brasileira. A evolução histórica confirma essa tendência. Em 1994, as mulheres representavam apenas 4% das candidaturas em Goiás. Até 2006, o avanço foi lento: naquele ano, a participação feminina atingiu 9% dos nomes colocados à disposição do eleitorado. Em 2026, a proporção alcançou seu maior patamar: 38% dos candidatos que disputarão vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados por Goiás são mulheres. A simples inclusão de nomes nas chapas, porém, não garante representatividade. Os partidos têm a obrigação de assegurar condições de igualdade na disputa, especialmente no que diz respeito à distribuição aos recursos. Por sua vez, a Justiça Eleitoral deve exercer rigoroso combate às candidaturas fantasmas, utilizadas apenas para o cumprimento formal da exigência legal.