Na última semana uma decisão dos vereadores sancionada pelo prefeito Sandro Mabel aumentou a proteção às mulheres no transporte coletivo da capital. Elas passariam a ter a prioridade de utilizar os assentos que ficam ao lado das janelas dos ônibus. Pode parecer pouco, mas é uma medida que dá um passo à frente na luta por respeito que as mulheres travam diariamente contra os abusos praticados dentro dos coletivos. Mas, como este jornal noticiou na sexta-feira, a lei pode não entrar em vigor devido a uma questão de legislação: o serviço de transporte público tem caráter metropolitano e por isso não caberia à prefeitura de Goiânia uma decisão dessa natureza. O entendimento da Câmara Deliberativa de Transportes Coletivos (CDTC) é de que lei municipal não pode incidir sobre um serviço da região metropolitana. Ao rigor da letra jurídica, a decisão não teria como ser implementada.