Minaçu, no Norte de Goiás, aguarda apenas uma definição do Supremo Tribunal Federal (STF) para iniciar a contagem regressiva rumo ao encerramento da exploração de amianto crisotila. Em sessão virtual, a Corte decidiu pela inconstitucionalidade da lei estadual de 2019 que permitiu a continuidade do beneficiamento do mineral para exportação. Duas possibilidades estão em debate, conforme os votos já apresentados pelos ministros: três ou cinco anos. O ciclo do amianto em Goiás remonta à década de 1960. Amplamente utilizado na construção civil, o mineral começou a ser banido na Europa nos anos 1980, após a comprovação de seus efeitos nocivos ao meio ambiente e, sobretudo, à saúde dos trabalhadores expostos ao material. No Brasil, a disputa em torno da atividade se arrastou por décadas, até a proibição determinada pelo STF, em 2017. A Lei Estadual nº 20.514, de 2019, deu sobrevida à exploração em Minaçu até o atual julgamento da Corte. No horizonte, surge a perspectiva de expansão da exploração de terras raras também em Minaçu. Ainda assim, diante da relevância do amianto para a economia local, o município deverá contar com o apoio dos governos federal e estadual para enfrentar a transição econômica.