Não há mais dúvidas de que a Marginal Botafogo se tornou anacrônica como solução para o trânsito de Goiânia e uma tragédia ambiental. Pela décima vez em três meses, a via teve de ser interditada por causa da chuva forte que caiu na quarta-feira (8).Dessa forma, ela deixa de cumprir sua função básica e, ao mesmo tempo, coloca em perigo aqueles que são surpreendidos pelas tempestades já no meio da travessia. O prefeito Sandro Mabel (UB) prometeu uma série de intervenções na via para diminuir os riscos de alagamento. Entre elas, a construção dos chamados piscinões.Até o momento, contudo, as únicas medidas práticas foram a pintura para marcar o nível da água e a instalação de cancelas. São ações pontuais, que podem ajudar, mas que, evidentemente, não enfrentam o problema de fundo. Além dessas iniciativas meramente paliativas, o que a Prefeitura tem feito é remendar estragos, como a erosão existente na altura da Rua 21, no Setor Universitário há mais de dois meses. Espera-se que, assim que terminar a atual temporada chuvosa, as obras estruturais sejam conduzidas com agilidade — e que a cidade debata, seriamente, se vale a pena manter a Marginal Botafogo nos moldes que tem hoje.