A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na Suíça. Na ocasião, a agência emitiu um alerta para o crescente número de pessoas afetadas por transtornos mentais, que já representam uma em cada oito no mundo. Os problemas mais comuns são ansiedade, depressão, transtorno bipolar e dependência química, entre outros. Apesar da alta prevalência — agravada após a pandemia de Covid-19 —, apenas 2% dos gastos globais com saúde são destinados à saúde mental. A população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) é, mais uma vez, a mais vulnerável. Em Goiânia, embora tenham ocorrido avanços — como mostra reportagem publicada por este jornal no fim de semana —, ainda há entraves a serem superados. Na capital goiana, há 12 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), além de três em construção pela Prefeitura. Apenas três funcionam 24 horas por dia. Dez unidades operam em imóveis alugados, portanto sem a estrutura ideal. Diante da complexidade e da gravidade do problema, é urgente que o poder público acelere a entrega das novas unidades e a recuperação das existentes, com ampliação daquelas que funcionam em período integral.