O adiamento da construção de uma bacia de contenção na Marginal Botafogo, confirmado pela Prefeitura de Goiânia, é uma notícia preocupante. Afinal, o período chuvoso deve se intensificar, e a capital o enfrentará mais uma vez sem intervenções estruturais em um de seus pontos mais vulneráveis a alagamentos. A obra foi anunciada em junho deste ano, com previsão de conclusão em dezembro. O piscinão, como a estrutura é conhecida, teria capacidade para reter 100 milhões de litros de água. Previsto para a altura da Vila Redenção, o reservatório integra um conjunto de intervenções destinadas a reduzir os recorrentes alagamentos na via. Dois fatores principais levaram ao adiamento: a ausência do licenciamento ambiental adequado e o custo. A estimativa da Prefeitura era de um investimento de R$ 40 milhões. No entanto, o Consórcio Bacia do Botafogo, único participante do processo, apresentou proposta mínima de R$ 48 milhões. Apesar do revés, o prefeito Sandro Mabel (UB) afirma que o município está mais preparado para enfrentar os inevitáveis transtornos provocados pelas chuvas torrenciais. De toda forma, é fundamental que as obras estruturais avancem o mais rapidamente possível.