Os alagamentos são uma das principais fontes de apreensão e risco para os moradores de Goiânia. Transtornos, prejuízos financeiros e mortes se repetem a cada temporada chuvosa, diante de uma resposta que, até agora, tem sido tímida por parte do poder público.Ainda na gestão de Rogério Cruz, a Prefeitura apresentou um plano com 11 obras em diferentes regiões. Cruz encerrou o mandato entregando apenas uma delas.Do último suspiro da gestão Cruz, restou ao menos o início do Plano Diretor de Drenagem Urbana, agora concluído.Elaborado em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG), o plano não traz grandes inovações — o que não é negativo. O documento apresenta um diagnóstico de problemas já conhecidos, como o saturamento da rede pluvial, e aponta soluções plausíveis, como a contenção do assoreamento de mananciais e de processos erosivos, além de muitas outras. Seu principal mérito está em organizar essas questões em um planejamento global e que se propõem perene.Com essa bússola em mãos, cabe agora ao Paço Municipal mobilizar seus processos internos e buscar os investimentos necessários — e, como é de amplo conhecimento, eles não serão pequenos.