A retomada do Orçamento Participativo, que dá à população a oportunidade de opinar sobre os investimentos públicos, é um acerto da Prefeitura de Goiânia. O projeto de orçamento para 2027 incorpora 18 propostas consideradas viáveis pela gestão de Sandro Mabel (UB). As sugestões contemplam 14 bairros de todas as regiões da capital e abrangem áreas como mobilidade urbana, trânsito, educação, lazer, esporte, trabalho, empreendedorismo, cultura, turismo e meio ambiente. Trata-se, portanto, de questões que impactam diretamente o cotidiano da população e que nem sempre exigem investimentos elevados. O Orçamento Participativo é um mecanismo previsto na Constituição. Ainda assim, sua adoção em Goiânia tem sido esporádica. A primeira experiência ocorreu na gestão de Darci Accorsi (PT). A última foi durante o governo de Pedro Wilson (PT), há mais de duas décadas. Além de democratizar a aplicação dos recursos públicos, o instrumento aproxima a população da administração municipal e estimula o envolvimento dos moradores com os desafios e as prioridades da cidade. Para que a iniciativa se consolide, porém, é preciso agora transformar as propostas em realidade.