Os discursos na abertura da 79ª Exposição Agropecuária de Goiânia foram marcados por críticas ao governo federal e por queixas sobre uma crise no setor. Embora o palanque tenha sido composto majoritariamente por opositores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o uso da palavra “crise” possa soar precipitado, é inegável que há, de fato, um momento delicado no campo. Como admitiu o próprio ministro da Agricultura, André de Paula, uma “tempestade perfeita” se formou sobre o agronegócio nos últimos meses: às incertezas inerentes à atividade — como as oscilações climáticas — somaram-se as taxas de juros elevadas, o aumento do endividamento e os conflitos na Europa e no Oriente Médio, que pressionaram os preços de insumos como fertilizantes, defensivos agrícolas e, principalmente, combustíveis.