O próximo governador de Goiás, que será escolhido pelos pouco mais de 5 milhões de eleitores do Estado, terá pela frente um tema espinhoso: o desequilíbrio financeiro da previdência dos servidores públicos. A estimativa é que, até 2030, o rombo anual do GoiasPrev alcance R$ 5 bilhões. Diante desse descompasso entre receitas e despesas, a diferença precisa ser coberta pelo Tesouro Estadual, por meio de aportes cada vez maiores. A situação tende a gerar um desequilíbrio fiscal que, no longo prazo, pode se tornar insustentável. O cenário é agravado pelo envelhecimento acelerado da população, tema abordado recentemente neste espaço. Atualmente, 14% dos goianos são idosos, parcela que deve crescer com o aumento da expectativa de vida. Em 2019, o governo estadual promoveu uma reforma que elevou a alíquota de contribuição dos servidores para 14,25%. Trata-se, evidentemente, de uma medida impopular, mas que ajudou a descelerar o avanço do déficit previdenciário. Ouvidos pelo POPULAR, os candidatos ao governo evitam mencionar medidas mais duras, afinal, não querem desagradar o eleitorado. Ainda assim, trata-se de uma questão incontornável que, mais cedo ou mais tarde, terá de voltar à mesa.