O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, trouxe más notícias do campo. De acordo com o estudo, a safrinha de milho em Goiás deve recuar 31%, passando de 14,5 milhões de toneladas em 2025 para 10 milhões de toneladas. A perda decorre da semeadura fora da janela ideal, que se encerrou em 29 de fevereiro. Com o plantio tardio, as lavouras receberam menos chuvas em meses decisivos. O atraso no calendário levou à queda acentuada da produtividade que, somada à redução da área plantada, resultará em uma perda de cerca de 5 milhões de toneladas. A previsão de uma colheita menor coincide com o agravamento do endividamento no setor. Segundo dados do Banco Central, 27% do crédito rural em Goiás é classificado como problemático. Em outras palavras, são operações inadimplentes, em atraso ou renegociadas. O estoque dessas dívidas alcança R$ 21,4 bilhões no estado.