Quanto mais avançam as investigações sobre irregularidades na Comurg, mais evidente se torna que a empresa vinha sendo corroída por dentro. Os desdobramentos da operação Pacto Oculto, da Polícia Civil de Goiás, reforçam essa percepção.Na manhã de quinta-feira (21), três ex-servidores foram presos. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 17 pessoas, entre elas Alisson Silva Borges, presidente da companhia durante a gestão do ex-prefeito Rogério Cruz.Em entrevista ao POPULAR, o delegado Ivaldo Gomes de Mendonça afirmou que os indícios reforçam a hipótese de um esquema de rachadinhas envolvendo acordos extrajudiciais realizados internamente.Esses acordos tinham como objetivo o pagamento de diferenças salariais e eram firmados sem embasamento técnico. Parte dos valores recebidos era dividida entre beneficiários e articuladores da fraude.Os elementos reunidos pela Polícia Civil fortalecem as suspeitas de que a Comurg atendeu a interesses particulares ao mesmo tempo em que prestava um serviço de baixa qualidade à coletividade. Por isso, as investigações devem prosseguir até que todos os esquemas sejam completamente desvendados.