O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), tem diante de si um tema indigesto, mas do qual não pode se furtar: o déficit da Previdência dos servidores públicos municipais. Hoje, o GoiâniaPrev — autarquia responsável pela gestão das aposentadorias —, calcula que o rombo chegue a R$ 12,9 bilhões em um horizonte de 75 anos.Em audiência na Câmara Municipal, Mabel manifestou disposição para enfrentar a questão. Afirmou que deverá enviar um projeto para apreciação dos vereadores ainda este ano — promessa que já havia sido feita em 2025. “Do jeito que está, a Previdência não sobrevive”, declarou.“Reforma” é uma palavra que causa calafrios nos servidores e rejeição entre vereadores, ainda mais em ano eleitoral, quando boa parte pretende disputar outros cargos ou apoiar aliados políticos.A última reforma, realizada em 2018, elevou a contribuição dos servidores públicos de 11% para 14% e aumentou a contrapartida do poder público para cerca de 16%. Ela ajudou a frear o déficit, mas não foi suficiente para resolvê-lo.Por se tratar de um tema sensível, que afeta os direitos de quase 40 mil pessoas, qualquer mudança precisa ser conduzida com amplo debate, transparência e rigor técnico.