A fotografia de um prédio inacabado em Morrinhos, estampada na edição de dsta quarta-feira (7), é mais um de uma sequência de registros feitos por este jornal, que revelam desperdício. Trata-se, no caso, de uma das cinco unidades dos Centros Estaduais de Referência e Excelência em Dependência Química, projeto do governo de Marconi Perillo que não foi para a frente. As obras consumiram milhões dos cofres públicos - só uma delas custou R$ 29,5 milhões. Apenas a unidade de Aparecida funciona para atender pacientes de saúde mental. Outras duas, já concluídas, serão doadas: a de Quirinópolis vai para o Instituto Federal de Goiás, e a de Goianésia se transformará em agrocolégio da rede estadual. Os dois demais edifícios, inconclusos, serão entregues para as prefeituras. O abandono, ociosidade ou paralisação de obras públicas não são problemas isolados. Estão presentes em ginásios, escolas, postos de saúde, estradas, viadutos.