A abertura de uma rua em uma das extremidades do Parque Flamboyant, proposta pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), soa como uma resposta “simples” para um problema complexo.Em tese, a nova via ajudaria a melhorar o tráfego no sentido Leste-Oeste, hoje restrito à Rua 56-A, que, na verdade, é uma viela incapaz de suportar a quantidade de carros e motos. Ocorre que, em nome dessa suposta melhoria, a nova rua, caso saia do papel, trará prejuízos evidentes ao parque. Além da supressão de vegetação, será preciso instalar 1,3 mil metros quadrados de asfalto e cimento em uma área de preservação, condenando o Córrego Sumidouro, localizado nesse trecho, à morte.Mesmo dentro do Paço Municipal há resistências ao projeto da Seinfra. A Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) e a Secretaria de Planejamento Urbano (Seplan) emitiram pareceres contrários.A solução apontada pela Seplan e reforçada pela Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET) é o alargamento da 56-A. Para isso, será necessário realizar desapropriações. É, sem dúvida, um caminho mais caro e complexo. Porém, atende à demanda por uma via maior sem agredir ainda mais um patrimônio ambiental da cidade.