Salas de espera lotadas, longas horas de espera, peregrinação entre unidades, dificuldade para obter exames básicos. Essa é a rotina nas unidades de pronto atendimento (UPAs) de Goiânia, e não há perspectiva de que algo mude para melhor em um horizonte próximo. A reportagem de O POPULAR visitou as cinco UPAs da capital na última semana: Chácara do Governador (região sul), Jardim Novo Mundo (leste), Jardim Curitiba (noroeste), Jardim América (central) e Jardim Itaipu (sudeste). As deficiências são comuns a todas elas. A gravidade da situação é tamanha que até exames simples, como hemograma e raio X, têm se tornado fonte de estresse e angústia para quem precisa deles. A lotação e a demora no atendimento são cotidianas, mas a tempestade perfeita se forma porque o estado vive um período de aumento e agravamento de doenças respiratórias — o governo estadual, inclusive, decretou situação de emergência —, que coincide com o fechamento do atendimento de urgência no Ciams Novo Horizonte e no Cais Amendoeiras. Crise permanente nas maternidades municipais, situação precária das unidades básicas: este é o cenário atual da saúde pública oferecida pela Prefeitura de Goiânia.