O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou, nesta terça-feira (30), o relatório do Primeiro Mutirão Nacional de Habitabilidade Prisional. As informações referentes a Goiás não diferem significativamente da realidade do restante do País e revelam condições inadequadas para a população carcerária.O dado mais evidente é o da superlotação nas unidades prisionais. No estado, 63% delas abrigam mais detentos do que a capacidade para a qual foram construídas. Em um terço dos presídios, a taxa de ocupação passa de 137%.Em relação à higiene, algumas unidades não fornecem produtos de limpeza para as celas — ou, quando oferecem, não há regularidade.Também há lacunas de informação em itens avaliados, conforme o painel disponível no portal do CNJ. As inspeções não encontraram relatórios sobre a qualidade da água em 40% dos locais.O relatório não chega a surpreender, uma vez que, historicamente, há pouco retorno político no investimento em melhorias do sistema carcerário. No entanto, a situação deve ser analisada sob outra perspectiva: o apenado é um cidadão pleno de direitos, e a forma como ele cumpre a sentença exerce forte influência sobre sua reintegração ao convívio social.