A menos de duas semanas para o fim da temporada, os municípios às margens do Rio Araguaia, em Goiás, fazem as contas do faturamento gerado pelo fluxo de turistas. Estimativa do Instituto Mauro Borges (IMB), vinculado ao Governo de Goiás, aponta que o movimento deve injetar cerca de R$ 354 milhões na economia da região. A projeção é que, ao longo de julho, cerca de 1 milhão de pessoas visitem Aragarças, Aruanã, Britânia, Matrinchã, Montes Claros de Goiás, Mundo Novo, Nova Crixás e São Miguel do Araguaia, municípios que integram a Região Turística do Vale do Araguaia. Os visitantes vêm não apenas de Goiás, mas também de outros estados e até de outros países. Eles movimentam o comércio, os bares, os restaurantes e a rede hoteleira, além de gerar renda para os moradores locais que prestam serviços muito procurados neste período do ano — como são os casos dos piloteiros e guias. O movimento registrado reforça a importância de políticas públicas voltadas à preservação e ao uso sustentável dos recursos naturais deste patrimônio goiano, inclusive de recuperação de áreas degradadas. Um rio saudável atrai visitantes, fortalece o turismo e impulsiona a economia regional.