O teste do pezinho está plenamente incorporado à rotina das famílias brasileiras, mas a adesão ao exame tem registrado queda acentuada. Desde 2012, Goiás viu a cobertura recuar 11 pontos porcentuais e, apesar de uma leve recuperação em 2025, o índice estacionou em 72%. No ano passado, 59,9 mil recém-nascidos passaram pela triagem, o menor número absoluto da série histórica, em um universo de 83,1 mil nascidos vivos no estado. Os dados ainda são preliminares, mas apontam que cerca de 23,2 mil crianças deixaram de realizar o exame. O teste do pezinho consiste em uma série de análises capazes de detectar precocemente doenças graves, aumentando as chances de tratamento e cura. Entre elas estão a deficiência de biotinidase, a fenilcetonúria, a hiperplasia adrenal congênita, o hipotireoidismo congênito primário, as doenças falciformes, a toxoplasmose congênita e a fibrose cística. A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) afirma que atua para conscientizar as mães sobre a importância do exame. Os números, contudo, indicam que esse trabalho precisa ser aperfeiçoado, já que milhares de crianças continuam privadas de um cuidado fundamental para a saúde.