Serviço que já foi exemplo para o Brasil no início dos anos 1980, o transporte coletivo da região metropolitana perdeu qualidade nas últimas décadas e passou a ser motivo de críticas dos usuários, que clamam por melhor atendimento. Veículos lotados, atrasos nas linhas, ônibus sucateados e terminais em más condições são reclamações constantes.Transporte público de qualidade é necessidade primordial para o cidadão, que passa várias horas do dia em deslocamentos. A qualidade de vida está diretamente ligada à questão. Negligenciar atendimento digno é desrespeitar o ser humano.Na sexta-feira, a CDTC anunciou um conjunto de mudanças para os próximos anos com objetivo de oferecer serviço melhor, entre eles ônibus elétricos no BRT Norte-Sul e no Eixo Anhanguera, renovação da frota até 2026 e reforma de plataformas.Entre as propostas, há a promessa de permitir no máximo 4 ou 5 passageiros por metro quadrado (hoje são 8 nesse espaço) e estipular tempo de espera nas viagens, além de incluir bicicletas no modal. Tudo isso com a manutenção da passagem a R$ 4,30.São iniciativas promissoras que, se levadas a cabo, tornarão a vida dos usuários bem melhor. Mas é preciso retirá-las do papel e do campo de promessas.