Goiás notificou 122 mil casos de dengue este ano, com 47 mortes confirmadas e 61 ainda sob investigação. Diante desse cenário, que se repete anualmente, causou frustração a suspensão da vacinação com o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan.A decisão foi tomada pelo Ministério da Saúde (MS) após a notificação de efeitos adversos graves e inesperados, incluindo duas mortes, em um universo de mais de 500 mil doses aplicadas em profissionais de saúde — 10 mil em Goiás, sem intercorrências relevantes.Até o momento, não há confirmação de relação causal entre a vacina e esses óbitos, mas a cautela é justificável. A partir de agora, será conduzida uma investigação para esclarecer os fatos.Na fase de testes, 16 mil pessoas receberam a Butantan-DV sem registro de eventos semelhantes, e tanto sua eficácia quanto sua segurança foram comprovadas. Ressalte-se, ainda, a postura do MS, que agiu com transparência.Neste momento, o mais importante é proteger a saúde pública e evitar uma nova onda de desinformação e ataques às vacinas — não apenas contra a dengue — como ocorreu recentemente no Brasil, com consequências devastadoras.