As cenas deploráveis da sessão desta quinta-feira (7), na Assembleia Legislativa de Goiás, quando os deputados Amauri Ribeiro e Major Araújo trocaram ofensas graves e quase chegaram à agressão física, são consequência da leniência da Mesa Diretora e da Comissão de Ética diante de episódios semelhantes ocorridos em passado recente.Os dois parlamentares do PL se acusaram mutuamente e recorreram a expressões incompatíveis com o comportamento esperado de representantes do povo e chegaram a se ameaçar fisicamente.Não é a primeira vez que isso ocorre. O próprio Amauri foi protagonista de episódio semelhante no ano passado, quando protagonizou um bate-boca acirrado com Bia de Lima, do PT. O confronto foi parar no Conselho de Ética, mas sem resultar em qualquer punição relevante aos envolvidos.O Parlamento, como o próprio nome indica, é espaço para o debate e a defesa de pontos de vista divergentes, inclusive com embates acalorados.Contudo, há limites que precisam ser respeitados. Os deputados são eleitos para trabalhar em prol da população — não para transformar a Alego em um ringue. Se o caso atual passar em branco, a tendência é que o vale-tudo se repita.