O Paço Municipal vetou quase 40% das emendas impositivas apresentadas pelos vereadores de Goiânia ao Orçamento de 2026. Não se trata de um ato inédito, mas o movimento ganha outro contexto porque os cortes agora se amparam em determinações expressas do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) sobre a transparência e rastreabilidade desse tipo de recurso. A Câmara de Goiânia apresentou 970 emendas ao orçamento. Os vetos do Executivo atingiram 370 delas, que somam R$ 94,7 milhões destinados majoritariamente às bases eleitorais dos parlamentares. Como O POPULAR tem registrado em dezenas de reportagens, parte considerável desses repasses termina nas mãos de entidades incapazes de demonstrar o uso regular dos recursos — um sintoma persistente de fragilidades e omissões na fiscalização.