A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) revela um retrato preocupante da adolescência no Brasil. A parcela de jovens de 13 a 17 anos que relata abusos sexuais, agressões físicas e sofrimento mental tem aumentado rapidamente no pós-pandemia, o que demanda um olhar atento de responsáveis, educadores e governos.Em Goiás, 17,9% dos estudantes dessa faixa etária afirmam ter sofrido toques, manipulações, beijos ou exposição de partes do corpo contra a própria vontade. Outros 7,8% relatam ter tido relações sexuais ou contatos de cunho sexual mediante ameaça ou intimidação.Conforme já apontado em outros estudos, voltados a um público mais amplo, também entre os adolescentes é comum que os agressores sejam pessoas conhecidas. Familiares, ex-namorados e “ficantes” compõem a lista dos perpetradores desse tipo de violência, que vitima, em maior proporção, as meninas, mas não exclui os meninos.Os dados apurados pelo IBGE e pelo Ministério da Educação (MEC) indicam a necessidade de articulação entre escolas, unidades de saúde e conselhos tutelares para a formação de uma rede capaz de coibir, identificar e acompanhar as vítimas da violência que afeta jovens brasileiros.