É impressão minha, ou só se fala de Flávio Bolsonaro e quase nada sobre o presidente Lula? Não que isso seja bom para um e ruim para outro, apenas reforça a sequência de trombadas contra a candidatura de Flávio e que, para Lula, é melhor discreto ao torrar verbas públicas na campanha e não trazer à tona seus próprios problemas - que não são poucos. Eis uma polarização estranha, com altas taxas de rejeição, obstáculos tremendos nos principais colégios eleitorais e uma desconexão evidente: o desencanto do eleitorado deveria projetar uma terceira via forte, mas nenhuma opção chega sequer aos 5% nas pesquisas. Lula e Flávio não podem brincar com São Paulo, Rio e Minas, mas no Rio, por exemplo, Flávio perdeu Cláudio Castro para uma vaga no Senado, pode perder a nova opção, o “amigo” Márcio Canella, e teve de engolir o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), para o governo.