A CPMI do INSS morreu de madrugada, sem choro nem vela, e só teve um resultado prático: empurrar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para o centro da campanha eleitoral, atingindo o presidente Lula no seu ponto mais fraco e deixando em segundo plano as culpas de Jair Bolsonaro, agora doente, em prisão domiciliar e fora de combate. Lulinha é o único troféu do triste fim de mais uma CPI. O pedido de prisão de Lulinha pode ser questionável, porque, segundo sua defesa, ele não fugiu para a Espanha, já vinha se preparando para mudar com a família desde 2023, mas as investigações sobre relações, voos e interesses dele com pessoas do esquema do INSS devem continuar, são caso não só da comissão, mas de polícia. Desde o início, e ao longo de sete meses de vida, a CPMI não deu mostras de estar efetivamente preocupada com os milhões de aposentados e pensionistas roubados por uma quadrilha de larápios de diferentes quilates. Isso era o de menos, o que de fato interessava era o jogo político.