Noutro dia, nos “ares internacionais de motoGP”, uma “influenciadora”, com absoluta ignorância, disse que Goiânia seria uma “roça”. Imediatamente, os nossos irmãos goianos saíram em defesa: “Não somos uma roça, não”. De forma inquestionável, Goiânia é uma das cidades-modelo no Brasil, com uma das melhores qualidades de vida das Américas... Mas... Deveríamos mesmo nos defender da denominação de “roça”? Em verdade, eu vos digo: “Não”. Explico por quê. A palavra “roça” é uma joia de nossa Língua Portuguesa e de nossa cultura latina. Merece todo nosso respeito. “Roça” vem do latim e significa “romper”, “arar”, “limpar”. “Roça” indicava a pequena propriedade rural, cultivada com esmero pelo lavrador (sinônimo de trabalho digno, de sustento familiar e de harmonia com a terra). É sinônimo do suor de nossos antepassados, que sustentaram a economia colonial brasileira.