O ministro Dias Toffoli, relator do Caso Master, resvala para um perigoso terreno usado por investigados: obstrução de justiça. No seu caso, usando a própria Justiça e a sua posição excepcional dentro dela. Sem consenso, o Supremo Tribunal Federal não sabe como reagir e não se ouve uma palavra do seu presidente, Edson Fachin, que está acuado. O impedimento de Toffoli no caso Master é óbvio e cristalino, depois das revelações sobre sua amizade e o voo com advogado do grupo e agora as relações financeiras de seus irmãos com o braço operador e cunhado de Vorcaro, pastor Fabiano Zettel. O ministro, porém, finge que não e acelera rumo ao precipício. Declarou sigilo total e voltou atrás, tentou impedir a perícia de celulares e computadores apreendidos nas operações e recuou depois da gritaria, mas impondo os peritos de sua preferência. Por fim, reduziu o tempo para tomar e confrontar depoimentos. A PF deve estar feliz da vida, para não dizer o contrário.