Fernando Collor caiu sob pretexto de um Fiat Elba, Sergio Cabral foi desmoralizado pela imagem de uma festança de amigos na Europa com guardanapos na cabeça, Aécio Neves afundou, levando junto o PSDB e o centro democrático por um pedido de empréstimo aos donos da JBS, na época, de R$ 2 milhões. Nenhum deles é santo, mas o fato é que as coisas mudaram e continuam mudando muito, principalmente em valores, presentes e generosidade de “amigos” complicados, mas também na cara de pau. Na República da mentira e dos “irmãos”, tudo ficou mais fantástico, espetacular. De Fiat Elba chegamos a jatos Legacy e helicópteros, as festas se espalham pelo mundo e, em vez de guardanapos brancos, são animadas por moças, “de preferência jovens”, na proporção de seis para cada homem, e não tem esse negócio de empréstimo mixuruca de R$ 2 milhões.