Os efeitos concretos da derrubada do veto do presidente Lula ao PL da dosimetria, como a liberdade dos vândalos de 8/1, ainda vão demorar um bocado, mas o resultado imediato é cristalino: o Congresso entrou na guerra eleitoral a favor do senador Flávio Bolsonaro, contra o presidente Lula. Leia-se: o Centrão, com uma exceção ou outra, já tem candidato. Enquanto Lula enfrentava uma tempestade de problemas internos e os respingos da guerra do Irã, o rival se consolidava. Flávio viajou, articulou as derrotas de Lula, montou palanques estaduais e avançou nas pesquisas, driblando as encrencas entre familiares e aliados sem estardalhaço. Os maiores problemas do filho 01 de Bolsonaro começarão junto com a campanha de fato, quando os podres do candidato, e não só do pai dele, vão borbulhar nos debates, sabatinas e programas de TV: rachadinhas, loja de chocolate, a casa de R$ 6 milhões, a ojeriza à democracia e o trabalho da família contra o Brasil.