Pode não ser assim, mas a impressão é de que só no Brasil acontecem coisas inaceitáveis, e à luz do dia, tais como desembargador corrupto ser “punido” com aposentadoria remunerada, filhas de militares serem sustentadas pelo Estado pelo resto da vida, os Poderes rasgarem a Constituição com salários acima do teto e o Legislativo se lambuzar com emendas que chegaram a R$ 31 bilhões em 2025. O ministro do STF Flávio Dino acerta ao vetar que desembargadores corruptos e assediadores, portanto, criminosos, sejam “condenados” a uma aposentadoria gorda e vitalícia (como férias eternas), paga com o meu, o seu, o nosso suado dinheirinho. Punição ou prêmio? Ninguém precisa ir ao dicionário, mas beneficia centenas, há décadas, como se fosse normal. Agora mesmo, um ministro do STJ corre “o risco” de antecipar sua aposentadoria remunerada depois de denunciado pela filha de um amigo e por uma ex-funcionária do gabinete por assédio grosseiro e indigno. E o tal desembargador que inocentou um adulto que estuprava uma criança de 12 anos de idade? E as múltiplas acusações de venda de sentenças?