Brasília está lotada de craques, e não é de hoje. O presidente Lula já comparava o filho Lulinha a Ronaldo Fenômeno nos primeiros mandatos e os filhos e parentes de um ministro atrás do outro do Supremo Tribunal Federal (STF) parecem não ficar atrás. Timaço, regiamente tratado pelo agora liquidado Banco Master e a já famosa JBS. É curioso, aliás, como os negócios, contratos e rolos do Master e da JBS, vira e mexe, se embolam e como, talvez por pura coincidência, ambos têm conexão direta com o ministro do STF Dias Toffoli. Além de todos os caminhos de Toffoli levarem ao resort Tayayá e ao Master, foi ele quem, para assombro geral, tentou melhorar o já super camarada acordo de leniência dos irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS. Toffoli abriu a fila, mas há novas conexões do Master e de Daniel Vorcaro com o STF. Toffoli meteu no jogo os irmãos; Alexandre de Moraes não explica os R$ 130 milhões do escritório da mulher; agora, o Estadão nos conta sobre o repasse de R$ 18 milhões de Master e JBS a uma empresa com faturamento de R$ 25,5 mil e repasse de R$ 282 mil para o filho de Nunes Marques. História muito intrincada.