Depois de invadir a Venezuela e plantar a bandeira dos Estados Unidos não num país, mas na América Latina, como advertência e símbolo de dominação, Donald Trump dá passos concretos para a ocupação da Groenlândia, confrontando o poder e a influência da Europa, justamente quando o acordo de livre comércio da União Europeia com o Mercosul, o maior do mundo, se materializa. Em sua megalomania, Trump negocia com quem tem tamanho e musculatura para enfrentar os EUA, como a China, mas usa a força do império para intimidar e subjugar o resto do mundo. Com governos fracos e o avanço da extrema direita - como na Alemanha e na França, as duas maiores economias europeias -, a Europa é um alvo que, mesmo que não seja, ele considera fácil. Se a adesão de países de diferentes continentes e a consolidação dos Brics como plataforma de poder da China já sacudiram os EUA e provocaram resistências de Trump, ele ficará impassível diante do acordo do Cone Sul, no "quintal" dos EUA, com uma Europa que ele desdenha, mas quer "comprar"?