O presidente Lula errou duas vezes. A primeira, ao colar no Supremo e em Alexandre de Moraes na época das vacas gordas, a da resistência, do julgamento e da condenação de Bolsonaro e generais do golpe. A segunda, agora, ao tentar se descolar da época das vacas magras, com um ministro atrás do outro caindo na esparrela do Master e a imagem do Supremo definhando com a seca Fez sentido Lula assumir a liderança pro democracia contra o quebra-quebra de Planalto, Supremo, Câmara e Senado no fatídico 8/1, reunindo presidentes dos demais poderes e governadores de toda a federação para dizer "não", condenar os atos e atrair a repulsa da população contra a barbárie. Apesar da natural casquinha política, ele estava no seu papel de chefe de Estado e da Nação. O problema começou quando Lula, o Planalto e o PT quiseram tirar casquinha também dos louros do Supremo, porque embolaram decisões jurídicas com política, puseram o pé no Supremo e sugaram não só a corte, mas principalmente Moraes, para o balaio petista. Como se tudo não passasse de um conluio político - versão maliciosa que as redes bolsonaristas se esgoelam para ratificar.