Os raios de sol da manhã quente de 19 de agosto de 2026 atravessam a cortina e iluminam a obra de arte naïf exposta ao centro do gabinete do governador de Goiás, no térreo do Palácio das Esmeraldas. Ladeada de um exemplar de Madonna, de Siron Franco, a luz exterior e o led que realçam Cavalhada, de Antônio Poteiro, tornam suas cores ainda mais vívidas. O governador Daniel Vilela (MDB) senta-se à mesa para a entrevista e logo o sol também alcança seu rosto. Os colaboradores intensificam o entra e sai, conversam entre si e tentam concluir alguma forma de bloquear a luz que vem de fora. Finalmente apertam o botão de um controle remoto e a persiana da janela abaixa automaticamente. “Se tivessem me perguntado, eu tinha feito”, diz Daniel a um deles. Em plena campanha buscando sua reeleição, Daniel vive a jornada dupla que o exige em ritmo nos três turnos do dia, conciliando as responsabilidades administrativas e as eleitorais. Apesar do traje esporte fino - camisa azul claro, cinto e calça jeans -, ele vem substituindo o sapato social pelo tênis esportivo em boa parte das agendas.