Os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram a consolidação da abstenção do eleitorado de Goiás em cerca de 20% nas últimas três eleições gerais. Em 2014, 18,83% das pessoas aptas a votar deixaram de ir às urnas no primeiro turno. O índice subiu para 20,19% em 2018 e chegou a 21,72% em 2022. Para especialistas em ciência política, os dados estão relacionados ao desinteresse da população sobre o processo eleitoral, alimentado por crises de credibilidade daqueles que disputam os pleitos. A polarização política no Brasil também contribui para esse porcentual. O cientista político Pedro Célio Alves Borges avalia que os dados demonstram tendência, ainda que leve, para o crescimento da abstenção. Borges diz que a conjuntura da eleição deste ano é parecida com as duas anteriores, com quadro de alta polarização. “A campanha eleitoral já inicia com uma margem grande de eleitores sabendo em quem vai votar e em quem não vai votar de jeito nenhum. E isso já cria os nichos eleitorais consolidados”, afirmou Borges.