Depois de passar 10 dias preso e conseguir habeas corpus em decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o advogado Bruno Pena passou a acusar “perseguição” e “informações falsas” pela Polícia Federal (PF). A corporação prendeu o advogado e mais seis pessoas em operação deflagrada em 12 de junho, que investiga suposto esquema de organização criminosa e lavagem de dinheiro dos fundos partidário e eleitoral do antigo PROS. Segundo Bruno Pena, a investigação teria utilizado dados falsos apresentados por grupo de oposição ao então presidente nacional do partido, Eurípedes Júnior, que também foi preso pela PF, assim como Pena e outras cinco pessoas. De todos os alvos, apenas Eurípedes continua preso, em Brasília. As investigações da operação Fundo do Poço foram iniciadas em 2022, em meio à disputa interna pelo comando do PROS, com a coordenação da delegada Milena Lecy Martins da Costa. Nos pedidos de mandados de prisão e de busca e apreensão, enviados ao juiz Lizandro Garcia Gomes Filho, da 1ª Zona Eleitoral de Brasília (DF), a delegada aponta que o inquérito apura supostos desvios de recursos cometidos pela direção do partido, que se fundiu ao Solidariedade em fevereiro de 2023.