A Comissão de Tributação, Finanças e Orçamento da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) remarcou a votação do relatório final do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 para a próxima terça-feira (7), quando haverá audiência dos deputados com a secretária estadual da Economia, Renata Noleto. O novo prazo adia o início do recesso parlamentar e foi definido após pedido de vistas de deputados da base aliada ao governo e da oposição, que buscam esclarecimentos do Executivo sobre o texto. A tramitação foi paralisada por pedido dos deputados Antônio Gomide (PT) e Givago Valadares (UB). O petista questiona a falta de explicações do governo sobre as providências a serem tomadas para debelar o déficit registrado nas contas do governo nos últimos dois anos. Já Valadares pretende utilizar o tempo para avaliar a possibilidade de articular a reapresentação de emendas rejeitadas pelo relator Anderson Teodoro (PRD). “É um projeto que só os técnicos da Economia entendem e é preciso que a secretaria explique para a sociedade quais são os caminhos que querem para o próximo ano. Do jeito que está, estamos votando no escuro. Além disso, ainda estão rejeitando as emendas dos deputados”, criticou Gomide. “Concordo, em parte, porque é de suma importância que a Casa possa trazer alguém do Executivo para explicar melhor. Não vejo dificuldade”, apontou o presidente da Comissão, Wagner Camargo Neto (SD). O projeto de LDO para o próximo ano, enviado no fim de abril, aponta que o governo deverá fechar o terceiro ano consecutivo com déficit nas contas. O texto aponta expectativa de resultado abaixo da linha em R$ 347,1 milhões no próximo ano, além de revisar a meta definida pela Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026. Neste ano, ao invés do equilíbrio esperado, o fechamento será negativo em R$ 2,53 bilhões. Em 2025, houve déficit primário de R$ 4,45 bilhões, pela utilização dos recursos economizados em exercícios anteriores.